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Seminário debate as implicações da anemia falciforme na educação

   Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, 3.500 crianças nascem a cada ano com anemia falciforme. A doença possui índices superiores à aids e dengue e tem significativas implicações no processo ensino e aprendizagem. Estes e outros assuntos foram debatidos nesta segunda-feira (8), na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), no Seminário Anemia Falciforme, Saúde e Educação: Estreitando Laços.

   As atividades, coordenadas pelo Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Especial (GEPEE), discutiu, no âmbito da Saúde e Educação, formas de atuação para melhoria do processo educacional e da qualidade de vida dos enfermos. Os presentes assistiram palestra sobre o tema Anemia Falciforma no Contexto da Saúde proferida pelo hematologista Ernesto Cunha Pires.

   “Conseguimos estreitar laços entre as instituições responsáveis pela saúde e pela educação”, afirmou Marilda Carneiro dos Santos, coordenadora do GEPEE, referindo-se à participação de educadores de diversos níveis de ensino de Feira de Santana e da região.

   Coordenadora do seminário, Antonilma Santos Almeida Castro acrescenta que foi colocado em pauta um tema que diz respeito a todos aqueles que estão envolvidos com práticas sociais inclusivas. Os interessados ainda podem buscar informações no GEPEE, localizado no 1º andar do prédio de Programas de Pós-Graduação Educação Letras e Artes, módulo 2 do campus universitário.

   De origem genética, a Anemia Falciforme é provocada por alterações nos glóbulos vermelhos, que podem levar à obstrução dos vasos sangüíneos e, conseqüentemente, a danos nos órgãos irrigados por estes vasos. Com grande incidência na população afro-descendente, essa doença apresenta um quadro clínico de anemia crônica, com sintomas diversificados, dos mais simples aos mais complexos que vão da febre, das crises de dor e hemolíticas ao acidente vascular cerebral.

   Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, menor serão os danos e os transtornos que ela pode provocar. Embora não seja evitável, já que tem origem genética, pode ser controlada e as pessoas podem levar uma vida praticamente normal.

Feira de Santana, 8 de junho de 2009.

Ascom/Uefs.