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Informe Adufs - Paralisação dos docentes incomoda e governo recebe ADs

Paralisação dos docentes incomoda e governo recebe Fórum das ADs

 Secretário diz que “não vai dar cartão de crédito sem limites” para as UEBA

(Assessoria de Comunicação – Adufs) - A paralisação nas quatro universidades e a Aula Pública em frente à Governadoria na tarde da última quinta-feira (4) foi a resposta concreta do movimento docente ao contingenciamento imposto pelo Governo às universidades. A insuficiência de recursos para manter as instituições, o ataque à autonomia universitária via bloqueio de incentivos e a suspensão dos concursos foram as principais denúncias das categorias (técnico-administrativos, discentes e docentes) durante a paralisação unificada.

Na UEFS, o Dia Estadual de Luta foi iniciado com uma panfletagem, às 7h, no pórtico e realização do debate Estrutura acadêmico-administrativa promovido pela Comissão Geral da Estatuinte, que contou com a participação de representantes das Reitorias da UFBA, UFRB e UNEB.

A completa adesão da categoria à paralisação foi acompanhada pelos servidores técnico-administrativos, aprovada em assembléia do SINTEST. Por volta das 13h, a caravana da UEFS dirigiu-se a Salvador com representantes das três categorias. Durante o protesto em frente à Governadoria, que contou com expressiva participação das quatro Universidades, todas as falas de estudantes, servidores técnico-administrativos e docentes denunciaram a realidade em cada universidade.

Secretário confirma que as Universidades “não terão suplementação orçamentária”

Durante o Ato, o Secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, convidou a representação dos movimentos para uma reunião: as quatro ADs, o ANDES-SN, os quatro DCEs e o SINTEST. Estavam presentes o Chefe de Gabinete da Secretaria de Educação, Aderbal Castro, e a Coordenadora do Ensino Superior Gecilvânia Silva.

Rui Costa, com a empáfia que lhe é peculiar, disse, logo no início, que o “Governo não pode dar um cartão de crédito sem limites às Universidades”. Posteriormente, acusou as UEBA de “malversação e má gestão dos recursos”. Afirmou ainda que a crise provocou uma queda na arrecadação e que este ano, “não vai haver a suplementação orçamentária”. Imediatamente, passou à leitura dos valores repassados em 2007 e 2008, para “confirmar a prioridade do governo para o Ensino Superior”.

O secretário mostrou-se surpreendido com a falta de professores, porque o “governador, e eu falo em nome dele, ordenou todas as medidas para que nenhum estudante ficasse sem aulas”. A Coordenadora do Ensino Superior, visivelmente irritada, disse que “estava muito desgastada com a postura dos Reitores, à exceção do gestor da UEFS, que criavam muitos problemas com a falta de informações e com a instrução dos processos”. Para ela, as 275 vagas remanescentes, que foram autorizadas em fevereiro, deveriam ter coberto todas as carências.

Sobre a suspensão da concessão de incentivos aos docentes, iniciada em março, o Secretário afirmou desconhecer o fato, mas se dispôs a negociar com a Secretaria de Administração (SAEB) para resolver o problema e comprometeu-se a dar uma posição até meados de junho.

As ADs e o ANDES-SN foram bastante enfáticos ao afirmarem que continuarão a jornada de lutas para pressionar o governo a suspender o bloqueio da SAEB, autorizar os concursos, normalizar os repasses e garantir a suplementação. Reforçaram também que as medidas para o enfrentamento da crise não podem ser contra os serviços e os servidores públicos. A reunião foi tensa, principalmente pela intervenção dos DCEs da UNEB e da UESB que manifestaram sua revolta com as dificuldades relacionadas às condições de estudo e a falta de docentes.

Fonte: www.adufs-ba.org.br